A PAIXÃO PELA DANÇA E PELA ARTE É O QUE MOTIVA A CRIADORA DO MÉTODO BALLET FITNESS


Ela costuma dizer que já nasceu fazendo ponta. Desde pequena, Betina Dantas amava tudo o que era relacionado à dança. Já aos três anos, incentivada pela mãe – que dançou a vida inteira – ela começava a despontar para o ballet.

Formada pela Royal Academy of Dancing, uma das mais importantes do mundo, Betina já viajou o mundo percorrendo seu sonho e aprimorando seu talento. França, Itália, Alemanha, Holanda e Estados Unidos são alguns dos países que já contribuíram com a formação artística da bailarina que inclui, além do ballet, jazz, sapateado, canto, artes plásticas, história da dança e música. “Eu amava tudo, mas minha paixão sempre foi o ballet. Acordava rodopiando pela casa e dormia de figurino”, relembra Betina.

Sucesso no Brasil e em vários outros países, o método Ballet Fitness foi criado após Betina sofrer, aos 14 anos, uma lesão no tornozelo. Por conta disso ela não podia mais subir na sapatilha de ponta, o que fez com que tivesse que parar as aulas de ballet por um bom tempo. Além disso, a falta de gosto para a prática de musculação, fez com que Betina procurasse uma nova opção para manter a boa forma. “Decidi usar os movimentos do ballet ao meu favor e criei o Ballet Fitness. Eu sabia e sentia como todos os movimentos e exercícios do ballet trabalhavam o corpo inteiro. E, na minha opinião, físico de bailarina sempre foi o mais bonito e harmônico”, explica Betina.

As primeiras aulas foram realizadas com as mães de suas alunas do ballet infantil. Com o sucesso inicial, Betina passou a se dedicar em estudos e a construir aulas com exercícios específicos para cada parte do corpo. Sua formação como educadora física ajudou na formatação das aulas. Diferente das aulas convencionais, a metodologia do Ballet Fitness mescla passos técnicos do Ballet Clássico (barra), aliados a exercícios fitness como agachamento, abdominais e flexões. O grande foco é o aumento no número de repetições e no tempo de isometria e sustentação muscular nos exercícios. “Todo dia crio uma aula diferente. Elas nunca são iguais umas às outras. Isso ajuda a fugir da monotonia e estimula os alunos”, afirma Betina.

O Ballet Fitness ajuda a trabalhar a postura, deixa o corpo longilíneo, melhora o tônus muscular, a flexibilidade, a respiração e o equilíbrio. Além disso, as aulas trabalham a memorização, ajudam a adquirir agilidade, músculos alongados, alinhamento corporal e força abdominal e lombar.

Betina gosta de deixar claro que todas as mudanças acontecem mais rapidamente se aliada aos cuidados com a alimentação. Sendo assim, em um mês já é possível notar diferenças no corpo. Uma aula para quem está no nível avançado, pode gastar em média 790 calorias em apenas meia hora. O gasto calórico foi embasado em um teste realizado por um profissional de medicina esportiva. Betina teve uma de suas aulas monitorada por um médico do esporte, que constatou todos os benefícios da metodologia. De acordo com os testes metabólicos realizados, além de existir menor catabolismo (desgaste) comparado com os mesmos 30 minutos de corrida, houve ainda menor predomínio do tônus simpático (estresse cardiovascular) e maior oxidação de gordura. “Me livrei da esteira! Até então achava que, impossibilitada de dançar, só a corrida me deixaria sequinha e definida”, conclui Betina.

Os resultados são surpreendentes. A aula mescla aeróbio com anaeróbio, trazendo força e ao mesmo tempo leveza e graciosidade, como poucas modalidades conseguem. Trabalhando bastante com o cardiovascular e o peso do corpo, a aula promove a queima de calorias e, consequentemente, a perda de peso. O ideal é que o aluno faça de duas a três aulas por semana. Neste ritmo, certamente, a musculação pode ser substituída pelo Ballet Fitness, sem precisar de uma atividade complementar.